sábado, 13 de novembro de 2010
Horas rubras
Horas Rubras
Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos rubros e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...
Oiço olaias em flor às gargalhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve e branca e mist'riosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"
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"O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade."
ResponderEliminarBeijinho.
Hola Flor me he dado un paseo por tus bonitos blogs, llenos de colorido, eres todo un jardin de poesia. te sigo.
ResponderEliminarun placer pasar a leerte.
que tengas un feliz fin de semana.
un abrazo.
Hola de paseo por tu blog y me gusta mucho tus escritos son preciosos. Saludos
ResponderEliminarSiempre es un verdadero placer visitarte y leer tus preciosos versos.
ResponderEliminarSaludos cordiales