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Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
Sophia de Melo Breyner Andresen
óptima escolha,
ResponderEliminarBeijo.
Belo poema...Espectacular....
ResponderEliminarCumprimentos
Aún con la traducción no soy capaz de captar toda la elegancia del poema, pero me gusta.
ResponderEliminarUn beso grande, Flor
Suas palavras são um fato da vida.
ResponderEliminarMeu muito obrigado querida amiga por seus gentis comentários e por seus visitantes uma calorosa saudação por José Ramón.