quinta-feira, 8 de julho de 2010

Bebido o luar...






Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.

Sophia de Melo Breyner Andresen

4 comentários:

  1. Aún con la traducción no soy capaz de captar toda la elegancia del poema, pero me gusta.
    Un beso grande, Flor

    ResponderEliminar
  2. Suas palavras são um fato da vida.
    Meu muito obrigado querida amiga por seus gentis comentários e por seus visitantes uma calorosa saudação por José Ramón.

    ResponderEliminar

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Banhinho

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ROGER

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